quinta-feira, 10 de julho de 2008

Fabuleux

As cores ofuscavam seus olhos brilhantes e desejosos. O amarelo vibrante misturado ao dourado dos objetos bem distribuídos ao redor dos cenários lhe transmitiam um certo otimismo e uma sensação de conforto; o desejo íntimo das personagens, principalmente da protagonista, era bem representado pelo vermelho de seu quarto, de suas blusas, saias e de seus lábios delicados. Como se a vida, o amor e a paixão gritassem para todos a sua existência pulsante e ardente. Os saguões e as estações de metrô ficaram bem de verde.

Tudo na mais perfeita e sincera sintonia. As personagens não idealizadas, excêntricas e admiráveis em toda a sua imperfeição e veracidade davam o tom cotidiano e acessível ao filme - era um retrato bem feito de personagens reais, pálpaveis, corriqueiras, dúbias, inseguras. Humanas. A vida como ela é, as pessoas como elas são. Uma série de aventuras e desventuras, o risco de cada dia, a alternância de sentimentos, o sublime e o banal. O conforto de estar vivo: ter prazeres, sonhos, mistérios, medos, desafios. Sentia-se leve, contemplado, esperançoso.

A vida como uma mudança. Original, divertida e simples. Única e formidável. Os pequenos atos como grandes ações. A ousadia refletida num desejo de criança. A alegria e a felicidade. Agora, 1 e 43, do dia 11 de julho de 2008. Ah, Amelie!

5 comentários:

Fontes disse...

É impresssão minha ou isto está virando um blog sobre cinema?

(e isso não é uma reclamação ^^)

Tulio Bucchioni disse...

hahaha...
acho que são as férias msm, Fontes!
não sei pq, mas acho q vc deve adorar Amelie!

Bruna Escaleira disse...

"Como se a vida, o amor e a paixão gritassem para todos a sua existência pulsante e ardente"
e não é assim?
lindo! mais que isso, vermelho!
adorei ;p

Xenya disse...

Gostei da ousadia refletida em um desejo de criança.
É engraçado como "pouca coisa" ganha uma dimensão tão grandiosa...a verdade é que crescemos e ficamos regrados, formatados...E aí, desejos de criança, "poucas coisas", parecem uma transgressão imensa... romper o protocolo pode ser mais fácil do que imaginamos.

Alice disse...

E eu repito com você: colourful.

Sabe que eu gosto da cena que ela ajuda a velhinha cega a andar e vai descrevendo tudo.

Pensando bem, acho que eu gosto do filme inteiro.

Das cores e idiossincrasias amelianas.

lindo post!
(pra variar..=)