segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Cinema

Assistiu a dois filmes seguidos. Dois socos, duas realidades distintas e iguais. Sim, porque o paradóxo é nosso companheiro de cada dia. E quem mais? Coitada de Lorna. Garota apática, sem graça, sem razão de viver mesmo com todos os seus planos e estratégias. Sempre pensando em um fim. Mas a que fim pensar em um fim e deixar de viver seus preciosos minutos do começo até o fim?

Pois é. Vai entender?! Mas aí é que tá a semelhança entre os filmes. Parece que as pessoas esqueceram de pesar o que vale mais a pena nessa vida. E ficam nesse chove não molha, nessa reclamação absurda, nesses dias de cães! E nem quando vem aquele segundo fatídico, aquela sinapse rápida, intensa e perturbadora - "mas porque tudo isso?" - se resolve rumar em outra direção. Sim, é mais fácil permanecer onde se está. Mas não é mais prazeroso.

E fico pensando quantas vezes levei as mãos na boca durante o filme. No mínimo cinco. Foi mesmo um soco no estômago. A esperança é a última que morre, oras! Que esperança? Nesse mundo bandido - lembrei da Helô agora - e absurdo. Lá vem os paradóxos de novo! E aquela cena absurda, quando a mulher do médico volta pra sua ala e, após ter matado o cara mais escroto e desprezível do mundo, tudo que as pessoas de sua ala dizem, amedrontadas e submissas é: " acho que deveríamos entregar quem matou o cara!". Desacreditei completamente nessa hora...Uma excelente metáfora pra tudo o que acontece por aí. Só basta enxergar. Ou querer enxergar.

Um comentário:

Xenya disse...

Tuuu...vou assistir filminho hoje!!! rs...eu te cadastrei para receber uma newsletter da Contracampo...revista liiiinda de cinema que eu sei que você vai amar!!! Mandei parte do meu artigo pravc ler!! Me escreva depois!
Amo-te! Bons jogos!