sábado, 29 de novembro de 2008

E na insanidade opressora de querer se fazer notar, eis que se perde o fio da meada. É o que sempre penso. Para que os olhares prolongados se, no fim, eles são para você mesmo e para mais ninguém? Para que as sujeições absurdas se elas são só para te fazer feliz, e a mais ninguém? Para que as considerações profundamente gritantes e inconvenientes se, no fundo, a verdade a que se quer chegar só faz sentido para você, e para mais ninguém? Para que todos os pensamentos estritamente planejados se, no fundo, é o acaso que te acomete em um segundo e te faz extremamente feliz, mesmo que a pão e água?

São perguntas que me fiz e que continuo a fazer. Sem saber se algum dia existirão respostas. Na verdade, mais uma vez, sempre me pego pensando que as respostas estão em mim, no porteiro do prédio à frente ou na fila do pão. Virão, algum dia. Assim como a vida leva e trás rostos, músicas ou suspiros.

Um comentário:

Luiz Sas disse...

Túlio,
Seus textos são tão inspirados quanto inspiradores..
Alguns tão na minha lista top 10 internet!

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tem msn?