sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Ele queria escrever. Mas não conseguia. Tentou escrever para si, tentou escrever para si e para os outros; tentou não escrever. Mas tampouco conseguiu não dizer. Tudo que queria era uma fração de segundo para poder mostrar ao mundo a magnitude, a beleza e a vitalidade de todo aquele sentimento. Sentimento sem nome, sentimento em formação, sentimento principiado, lindo em todo o seu começo, em toda a sua indefinição, confusão, em todo o seu embaraço. Em todo o seu enigma.

Aquela coisa boa que nos toma conta, nos faz dançar a mais banal das músicas, sorrir para a mais ridícula das situações. O que se tem medo de se sentir, posto que é grande. E que é inevitável remediar. E o que não é amor, é maior. É algo estranho e atordoante. É algo que nos deixa embriagados - e que nos impede de escrever com alguma decência.

5 comentários:

Maria Joana disse...
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Maria Joana disse...

"nos faz dançar a mais banal das músicas, sorrir para a mais ridícula das situações."

Que para sempre, mesmo a mais banal das músicas nos tire para dançar.


(errinho na mensagem anterior...)

Luiz Sas disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Luiz Sas disse...

(comentário de quem acompanha o blog como um jogo de futebol ou uma novela das nove)





- e aí, encontrou alguém (ou foi encontrado)que te fez não querer mais esperar?

Alice Agnelli disse...

aaai, que delícia.

como são bons - mais do que bons, melhores, mega master, indescritíveis, ahhh, nao tem palavra para descrever! - momentos como estes.

sublime.