segunda-feira, 30 de março de 2009

Conversa para boi dormir...

É díficil medir o quanto mudamos todos os dias. O quanto o que servia antes passa a servir menos, infimimanente, a cada segundo. E o quão excitante pode ser descobrir novas possibilidades, facetas ou características em você mesmo. Talvez uma coisa esteja de fato conectada à outra e nós estejamos mesmo fadados a conviver com esse ciclo interminável de perdas e ganhos.

Eu não diria perdas, na verdade... É impossível supor que todas as fases por que passamos fossem durar para sempre. É impossível e também absurdo. Ou seja, talvez a graça de se recordar de um fato, de um contexto ou de uma pessoa esteja justamente dentro da possibilidade de se sentir saudade de algo que foi bom, mas já passou.

Pode parecer estranho e triste, mas na verdade, todo o saudosismo, a sensação de tempo passado ou de uma época que foi melhor ou pior do que a que vivemos hoje nada mais é do que resultado do ser humano pulsante, vivo e, sobretudo, contingente que somos e que, felizmente, sempre seremos.

2 comentários:

Du Graziani disse...

Confesso que se desgarrar do presente confortável para uma nova etapa num futuro incômodo é muito difícil !!! Mas concordo plenamente que se trata do fluxo da vida, a pulsação a qual vc mencionou. Lendo a coluna do João Pereira Coutinho na Ilustrada de hoje lembrei imediatamente deste texto e fiz questão de deixar registrado toda a minha verdade.

Grande abraço

Marcelo Buosi disse...

é incrivel como você vê o lado bom de tudo!!!!!

Ahahahahahaa, voltando pra PP hoje, pensei exatamente nisso! Mas, como de costume, eu conclui que talvez isso nao fosse uma boa coisa!

Vamos discutir mais isso por aqui...abraços