sábado, 21 de março de 2009

Waking Life parte 1

E como saber se estamos de fato sonhando ou não? Ou se a realidade que estamos vivendo, e de que muitas vezes reclamamos, nada mais é do que uma interpretação puramente subjetiva e portanto suscetível a toda sorte de mudanças a qualquer instante?

Essas parecem ser duas da avalanche de questões que o filme-animação de Richard Linklater, Waking Life, nos remete imediatamente após um primeiro - e atordoante - contato. Feito inteiramente em rotoscopia, uma técnica que sobrepõe desenhos a cenas gravadas com atores reais, pode-se dizer que a estética do filme em muito contribui para sua aura desafiadora, lúdica e extremamente reflexiva. É como se cada cenario do filme tratasse de nos lembrar que nada do que está sendo mostrado ou discutido pudesse ser de fato real. Ou que a realidade ou validade das questões apresentadas pelo filme dependessem unicamente do ponto de vista do espectador do filme.

Religião, existencialismo, filosofia, literatura, política, antropologia e sociologia são lançadas ao público de maneira direta e incisiva, abrindo a possibilidade de grandes reflexões serem levantadas, maturadas em poucos segundos e logo depois sucedidas por mais uma série de posicionamentos encadeados pelas personagens do filme.

Continua.

2 comentários:

Fontes disse...

haha, gostei que vocês gostaram do filme! é meu bichinho de estimação aquele dvd.

Tulio Bucchioni disse...

hahaha
ele vai ser bem cuidado na toca!