segunda-feira, 4 de maio de 2009

Brasil pandeiro

Era tarde. De vento e de frio. Mas com aquele solzinho esperto que nos faz lembrar, sempre, de onde estamos e aonde pertencemos. Os prédios ao nosso redor nos espreitavam, mas dessa vez, quem tinha medo, não eramos nós. Eram eles. Seu tamanho frente aquela multidão brasil de nada adiantava. Sambávamos e era do poder do samba que toda a incerteza de uma semana agitada se convertia em uma segurança de olhos vendados que tomava conta do coração da cidade.

De olhos fechados, mesmo assim podíamos avistar o céu. Podiamos sentir os raios de sol gelados e enxergar o que não víamos - e que, ainda assim, era palpável. Encostar em um desconhecido, ouvir aquela canção familiar e, mesmo sem saber a letra, sorrir e embalar no ritmo do momento.

Mãos para cima; naquele dia, o céu, o samba, o centro e a cidade eram todos nossos.

Um comentário:

Maria Joana disse...

Ahhhh, que delícia de Virada!