segunda-feira, 27 de julho de 2009

Se


E novamente me pego pensando no "se". Relembro algumas histórias. Tento mudá-las, em vão. Fecho os olhos por alguns segundos e sou capaz de voltar no tempo. De sentir o cheiro do verde e o calor do parque central da cidade. De exigir de mim mesmo mais pulso. De exigir da vida e das pessoas outras atitudes. De "retocar" detalhes.

Tudo me inspira um passado distante que insiste em sistematicamente voltar à tona. E se fazer tão próximo. Um passado efêmero, de meses. Talvez os melhores meses que tenha vivido aqui. Sem dúvida, dos mais turbulentos. Cheios de emoções, desafios, momentos, pessoas. Nesse quesito, o "se" me persegue.

O "se" é emocional, sei disso e não nego. Se penso racionalmente, não me dou a tal tipo de luxo. É ilusório acreditar que tudo na vida possa depender de algo ou alguém. Acima de tudo, faz mal. Mas enfim, o "se" existe e é preciso lidar com ele. Fazer o que?

Um comentário:

Fontes disse...

Brincar de "se" é divertido. Tipo soltar rojão ou descer ladeira sem frear.

Se levar o "se" muito a sério, ele toca sua vida prum rumo que não tem como escapar.

Uma boa ideia, quem sabe.