segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Estava prestes a terminar de escrever. Parei no "Eu...". Não sei se era a chuva, o frio, ou a espera, ou todos ao mesmo tempo, mas o fato é que aqueles minutinhos foram preciosos para começar a escrever. E não terminar. Listar detalhes intensos, pensar momentos decisivos, repensar atitudes. E na verdade sempre acabar por achar que a coisa certa havia sido realmente feita. Porque todos precisamos livrar um pouco a consciência na hora de desabafar consigo mesmo!

Mas o impressionante fora aonde parei. Estava no momento decisivo, no ápice da semana e dos dias e, no entanto, fui interceptado. Corri as mãos às palavras. Estavam seguras. Engatei no papo. E dele nunca mais saí. E, no fim, até me esqueci que estava escrevendo. Fechei as páginas, enfiei tudo correndo dentro da mochila, segui apressado. E, dessa vez, quando não, minha surpresa fora ainda maior dali a algumas horas. E, para ser sincero, não havia percebido aonde tinha parado de escrever. Mas agora, as coisas de fato parecem ter se conectado.

Se há coisas que devem ser ditas, caso contrário, perdem seu sentido, há também coisas que não devem se escrever ou se tentar em palavras. Quem quiser dar uma aprofundada no tema, dê uma olhada no post debaixo. Para mim ajudou bastante!

3 comentários:

Fontes disse...

é bom ter a sensação de ter feito a coisa certa. Tive uma dessas muito intensa na madrugada de sábado pra domingo, te dá um alívio tremendo.

Ei, cuidado com o pretérito mais que perfeito, é coisa de sorriso isso.

Vamos na biblioteca da eca, tirar xerox na fflch e bandecar mais vezes, gostei disso.

(minha verificação de palavras é "psynest". Achei engraçado.

Ana Paula Saltão disse...

Sem contar que tem certas coisas que não aceitam ficar presas em palavras...
Tome cuidado se tentar prendê-las de tudo quanto é jeito, é coisa e paulinha mal-resolvida isso.

;)

Alice Agnelli disse...

Realmente, é bom ter a sensação de ter feito a coisa certa - mesmo que para muitos ela pareça ter sido a não mais adequada.

"Engatei no papo. E dele nunca mais saí"

é tão bom isso.