terça-feira, 29 de junho de 2010

O moço e o Velho


Liberdade.

Flutuando, Chagall, rumo aos céus!




Inversão da ordem. Por me lembrar de antes, da brisa, do tempo, das dúvidas, do interior. Por ser bom e puro. E me lembrar que tenho um beijo com gosto de cigarro a quem lembrar. Por ter acabado e ser uma ruptura.



Só eles mesmo, como sempre. Voltem, hermanos!


segunda-feira, 21 de junho de 2010

O dia laranja

Durante aquele final de tarde, não soube dizer se era luz, sol ou bossa nova. Poderia ser os três; uma mistura. Era certamente uma intensidade. De passado e presente. Juntos, numa mistura que não era nem um, nem outro. Era mais, talvez, o futuro.

Sentou-se e pôs-se a escrever. De fora, espiavam pulando. O cachorro aos gritos com os assobios e o deitar da tarde. Tudo estava laranja. As camas, um pouco desarrumadas, o chão liso, com espaço suficiente para se sentar, sentir a brisa, deitar o peso do caderno nas pernas desnudas, apalpar a caneta no chão. E se entregar - naquela sensação, algo nostálgica, algo verão, algo infância, algo momentos interrompidos. De uma individualidade definitivamente sua.

As nuvens pareciam mover-se; não no espaço, mas em cores, mesclando-se em uma espiral laranja. As pessoas, pela casa, acima e abaixo, pés nos chãos, vai e vem, chegada e saída. Mais vivas, com a casa que se expandia a cada nova investida do sol por entre suas frestras. Era cedo e não parecida tarde desta vez. O tempo, o sentimento, o clima, tudo era especialmente seu.

Momentos de nostalgia, de complexidade em um todo simplificado. Certezas em meio ao tempo de outrora: certezas na incerteza da selva de pedra. Vamos lá.

domingo, 6 de junho de 2010

Chagall

We are happy and empty.

Marc Chagall.

E isso é pra ser bom. É pra ser leve. É para ser menos ao ser mais.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Contágio e mudança

Coisas simples podem fazer toda a diferença na hora de cozinhar. Vide um pimentão verde, um pouquinho de manjericão ou mesmo uma fritada de alho e cebola. Tá, eu não quero que isso se pareça com livros de receita ou propagandas manjadas - de novo, longe de mim, vícios!

Enfim, se você quer fazer um molho vermelho simples, segue a dica: antes de começar a preparar o molho em si, dê uma fritadinha com óleo em cubinhos de cebola picados, junto com um dente de alho e algumas folhinhas de salsinha. Depois é só jogar o extrato de tomate, com alguns tomates picadinhos, pedaços de cebola, uma colher de óregano e pimentões verdes picados - sério, o pimentão faz toda a diferença.

Se você não é vegetariano, dá pra acrescentar carne moída - já feita, obviamente.

PS: esse post tem uma única fonte, Alice. Acabei de entrar em seu blog e vi a resenha de uns barzinhos, aí resolvi soltar esse prazer dos últimos tempos, a cozinha.