domingo, 25 de julho de 2010

Tarde noir

Entramos, nos aconchegamos e sentimos o sol. Sorrisos, abraços, saudades. Os cincos querendo-se ouvir e contar com prazer. Foi-se a tarde, veio a noite e continuamos aonde estavámos. Naquela sala, de pés e sofás no chão, vermelho e desenhos na parede, tudo, sempre, noir. Artístico, epifânico, inteligente. Característico.

Pensei em uma cozinha, uma tarde de verão gostoso, duas crianças correndo, duas pessoas se amando, depois de tantas viagens, tantas experiências enriquecedoras e diferenciadas - ao redor do mundo. Uma paz quarentona.

Volto à realidade. Falamos sobre ciclos, sobre crises, sobre frustrações com o semestre passado. Difícil. Mas, como sempre, da crise e do fundo do poço saem as soluções mágicas e inevitáveis da vida: a reciclagem de sempre, para quem quer. Saber o que não se gosta, já é meio caminho andado, diria Woody Allen. Pois é, tendo a acreditar que sim.

Volto agora, ou melhor, daqui a alguns dias - depois de uma parada mais do que necessária - e penso: a produção é o segredo. A arte, a beleza, o ideal da reflexão que traz uma prática saudável e livre para evoluir. É isso, sem mais segredos.

2 comentários:

Bruna Escaleira disse...

como dizem por aí, depois do auge do escuro, sempre vem a luz!

e adorei as cores do blog!

saudades dos ecanos e levantes e amigos e tal ;)

besitos!

Ana Tereza Merger disse...

Oi Tulio, passei para lembra-lo de atualizar o link do Persa Brasileiro na Provence: www.naprovence.com Beijos e até breve!