segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Dentro do carro




Estávamos sós. Entre suspiros e receios, em uma tarde, assim, sem nada a fazer, andando dentro de um carro que se locomovia devagar. A canção ao som, doce e carioca, areia frente ao mar de Copacabana, era antiga, quente e suave. Vento em cabelos duros depois de um longo dia de mar. Por do sol sozinho em um abraço de duas pessoas - juntas.

Era como uma lembrança. Saudosista, não se sabe bem por quê, nem de quê. Sabe-se que, agora, essa visão e lembrança soa melhor e mais completa do que aquilo que fora vivido. A vida nos prega peças. E nos prepara, mesmo que inconscientemente, para aquilo que há de vir. De melhor e de mais intenso. Mesmo que, toda vez que alguém ousar tocar aquela música de novo, não seja de outra pessoa, senão desta, que se há de lembrar.

Um comentário:

Alice Agnelli disse...

Ah, Tulio, não faz isso comigo, vai...

Lindo demais seu texto. E a música.

E... Quer saber, continue fazendo.


=)