sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Bastidores...de novo.

Eu gostaria de poder escrever bem sobre aqueles que amamos. E gostaria que esse post pudesse trazer de volta a vontade de escrever de antes - tão ávida, tão impositiva, tão angustiantemente libertadora depois de feita. Pois é, crescemos e mudamos. E como explicar as mudanças naquilo que outrora achávamos tão elementariamente nossos?

Pois é, acho que a escrita tinha essa função para mim, assim como o teatro me fazia pulsar. E o cinema me emocionava. Me fascinavam as outras vidas, os outros lugares, o brilho e a decadência. E, depois, claro, a minha vida. O que penso agora é, para além da vontade de escrever constantemente - que ainda possuo, mas, agora, de maneira mais privada - para onde foram algumas personas que passaram por minha vida.

Esse é o caso do Fábio, grande professor de inglês e amigo que tive há uns quatro anos quase. Fábio largou tudo: foi conhecer o mundo. Estados Unidos, Itália, Grécia, Croacia, França, Portugal, Chile, Argentina, Peru, Caribe. E sei lá mais o que. Do Fábio agora só me restam fotos. Sabe-se lá para onde foi e como está. E, apesar de olhar feliz para as suas fotos no Facebook ou no Orkut - sim, ele está conhecendo o mundo, olha que coisa formidável para se fazer antes dos 30! - não posso evitar as saudades esmagadoras. E pior: a nostalgia. Como eu odeio esse sentimento! Esse negócio de você conhecer as pessoas, ter uma fase incrivelmente inspirante e positiva ao lado delas e, de repente, ver-se há anos sem contato com elas.

Um professor da USP uma vez me disse: "o infinito só é infinito porque é finito". Dito e feito - infinito no finito.

É como uma tia da infância que, na verdade, era apenas uma amiga dos meus pais que eu chamava de tia. Hoje me lembro dela, com muitas saudades. Se sei onde está, o que come, com quem vive, o que foi feito do seu apartamento tão aconchegante ou como são gastas suas energias que eram tão invejáveis? Pois é, a resposta é não. E isso dói. Ai, vida, viu. Pare de mudar ou faça-me acostumar com você e suas partidas.

Maria Rita, pra terminar:

2 comentários:

Alice Agnelli disse...

Ai, Tulio... A vida.

Acho que nunca nos acostumaremos com suas partidas ou seus encontros, e ela nunca parará de mudar.

Mas sabe o quê? É justamente isso que faz com que ela seja tão especial.

Besitos!

Tulio Bucchioni disse...

Ah, pois é. Tbm acho...Estava num momento de descrédito.

E a senhorita, quando vai comentar sobre a vida em Barça??? Tô ansioso pra ler posts inspirados...