quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Diane Arbus - I like strange






I am still collecting things - the ones I recognize and the ones I can't quite believe. I think when you look anything squarely in the eye it is different from how you thought it was.
Diane Arbus


O trabalho incrível da fotógrafa norte-americana Diane Arbus é tema de uma grande exposição na galeria Jeu de Paume, em Paris. Diane ficou famosa por fotografar travestis, deficientes mentais, campos nudistas, anões, prostitutas, figuras consideradas exóticas para o convencional.

De dona de casa que acompanhava o marido em suas sessões fotográficas de moda para as maiores revistas americanas, Diane passou a ser considerada uma das mais inovadoras, ousadas e autênticas artistas dos século XX.

A presença do elemento marginalizado, o contato com o incômodo, a relação de estranhamento e a atração que aí reside é o que mais impressiona na exposição e em seu trabalho em geral. "O que é o estranho?" - somos levados a nos perguntar. Ou antes: existe mesmo o normal?

Diane capta como ninguém alguns ruídos do dia a dia. Cenas que não conseguimos materializar, curiosidades, trejeitos.

Vale muito a pena se aprofundar em sua obra. É deixar-se identificar e perder-se. Há um filme de 2006, com a atriz Nicole Kidman, que se propõe a traçar fragmentos da vida da fotógrafa. Em uma entrevista da época, Nicole afirmou: "I like strange. I've always have".

Nunca tinha parado para pensar exatamente qual seria a minha posição acerca do estranho. Mas ao fim e de imediato, me identifiquei com essa frase. Eu gosto do estranho. Sempre gostei.

Realmente, a curiosidade e o estranho me impressionam, me atraem e me perturbam. Mas o que importa é: me questionam, acima de tudo.

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