domingo, 18 de março de 2012

Mágoa

Naquele dia, queria apenas ler algo bacana. Sentou-se, para depois deitar. Sobretudo, revirou-se, mais uma vez às voltas com velhos amigos sentimentos. Tomou chá e também café, antes de bolar seu costumaz cigarro. Tentava pensar no futuro, na juventude que ainda abunda, nos planos para o semestre, nas novas e instigantes perspectivas.

Relaxar e esquecer.

Obrigou-se.

O fracasso já não lhe era mais sina e nem podia mais ser pesado. E as memórias, estas que se danassem. Para que lhe foram suficientes? Talvez, por um motivo: para isentar-lhe da culpa.

Era preciso sair dali.

Fora uma tarde, aquela. As cervejas, que sobravam aos quartos, quentes dentro das latas, eram os fantasmas que lhe perseguiam em um fim de domingo. E quantas mais ainda não apareceriam até que tudo estivesse superado? Até que...

E no entanto - e sempre no entanto - surgiam as dúvidas e as angústias. E a coisa toda de bêbado.

Ah, a redenção. Ouvir a música ou estar em silêncio. Em silêncio, um dia.

2 comentários:

Silas Luiz disse...

"É melhor ser alegre que ser triste, alegria é a melhor coisa que existe, é assim como a luz no coração.

Mas pra se fazer um samba com beleza, é preciso um bocado de tristeza, é preciso um bocado e tristeza, senão não se um samba, não."

Tulio Bucchioni disse...

Coisa linda, essa música!