terça-feira, 14 de agosto de 2012

Memória involuntária

Listras, pescoço e ombros quase de fora. Leva pra lá, leva pra cá. Descendo e subindo as escadas. Em meio a tudo, à maquiagem e aos passos em frente das câmeras, o cheiro de ardósia. Aquele velho piso verde brilhante das memórias. Calor, uma noite quente e o cheiro da infância. Não fossem vinte e dois anos mais tarde, um dia cheio de trabalho e a festa que lhe esperava, poderia de repente até fechar os olhos e sentir seus anseios.